Candidíase (Recorrente): A Cura Pelos Hábitos

Quem já teve candidíase sabe como os sintomas são persistentes. Mesmo com o uso de remédios antifúngicos ou pomadas de uso tópico, a proliferação do fungo Candida albicans demora para ser controlada.

Com isso, existem muitos pacientes que decidem, por conta própria, interromper o tratamento indicado pelo médico. No entanto, os sintomas podem até ser amenizados. Mas, alguns meses depois o problema volta a aparecer e ganha uma frequência bastante incômoda. Temos, então, um caso típico de candidíase recorrente, tema deste artigo.

Quando isso acontece, é comum que a pessoa se pergunte sobre o motivo pelo qual os medicamentos não resolvem o problema. O que acontece é que a reincidência da doença está diretamente relacionada com hábitos prejudiciais que, se mantidos, facilitam a proliferação do fungo.

Para ajudar você a se informar sobre quais são as principais causas e como tratar a doença, vamos explicar:

  • o que é candidíase recorrente
  • quais são os tipos de candidíase recorrente e suas principais causas
  • quais são os sintomas
  • tratamento médico para a cura da candidíase
  • como tratar candidíase com programa alimentar
  • como evitar o problema com a mudança de hábitos

O que é candidíase recorrente?

Antes de falar sobre a candidíase recorrente, que também é conhecida como candidíase crônica, é preciso entender o que é candidíase.

A candidíase, em si, é uma infecção que pode atacar diversas partes do corpo humano, como boca, intestino, pênis ou vagina, entre outras. (Candidíse Oral, Candidíase Intestinal, Candidíase no Homem).

Causada pela reprodução desenfreada do fungo Candida albicans, é mais frequente em mulheres. Porém,  também pode aparecer em homens e até mesmo em bebês ou idosos.

O fungo, em condições normais, vive desde o nascimento no sistema gastrointestinal. Dimórfico, ele se altera conforme o organismo. Por isso, se o meio está saudável e alcalino, se comporta em harmonia com o homem.

Já quando, com um desequilíbrio do sistema imunológico, o ambiente interno se torna ácido, ela se torna um agente patogênico. O que causa, então, um problema sistêmico, que pode levar a colônia do trato digestivo até o urinário, acarretando em candidíase peniana ou vaginal.

A doença pode ser causada tanto pela baixa imunidade do organismo como com o uso de antibióticos, que combatem bactérias e abrem espaço para outros microorganismos como os fungos.

E exige tratamento adequado. Isso porque quando o procedimento não é prescrito por um médico ou não é continuado pode acontecer novamente. O que é chamado de candidíase recorrente.

A candidíase recorrente é caracterizada quando um paciente sofre pelo menos três episódios da doença por ano. Se a frequência é menor que essa, ela é considerada apenas um quadro de candidíase esporádica.

Quais são os tipos de candidíase recorrente e suas principais causas?

A candidíase recorrente pode ser classificada entre dois tipos: primária (idiopática) ou secundária. Entenda melhor sobre cada um deles logo abaixo.

Candidíase recorrente primária é o tipo mais comum de candidíase e não tem um motivo aparente para explicar sua reincidência.

Já a secundária tem suas principais causas reconhecidas. O que inclui fatores de risco como doenças crônicas, como diabetes, imunossupressoras, como AIDS, reposição hormonal, uso de anticoncepcionais ou uso de cordicóides e quimioterapia.

Estima-se que cerca de 45% a 60% das mulheres que têm algum episódio de candidíase durante suas vidas terão mais de uma crise. Ou seja, a candidíase crônica. E isso pode ser explicado pela mudança de hábitos que é necessária, mas nem sempre seguida, como manter a higiene sempre em dia.

Outras causas importantes a serem consideradas para o diagnóstico da candidíase crônica são:

  1. quando uma pessoa interrompe o tratamento médico indicado quando pensa que está curada;
  2. quando a doença é causada por uma alergia, que diminui seus sintomas durante o tratamento, mas não voltam porque o problema não foi eliminado.

Afinal, os remédios receitados pelo médico geralmente atuam de modo superficial, combatendo a proliferação do fungo e amenizando os sintomas. Isto é, não acabam com a raiz do problema. E a infecção pode voltar se forem mantidas as condições que abriram as portas do organismo para a manifestação da doença.

Quais são os sintomas?

A candidíase recorrente apresenta os mesmos sintomas que outros tipos da doença, como: coceira, dor, inchaço, vermelhidão e a presença de placas brancas na região afetada. Quando acomete o aparelho genital feminino ou masculino, causa ardência durante relações sexuais ou ao urinar.

No entanto, como vimos no começo deste artigo, sua principal característica é a reincidência. Ou seja, quando aparece mais de três vezes ao ano. E, por mais que o médico receite o uso de medicamentos orais ou pomadas de uso tópico, sua eficácia já não é tão forte como antes.

É comum que apareça em pacientes que não tomaram os cuidados preventivos necessários para fortalecer o sistema imunológico.

E quando o período de infecção se prolonga, muitos indivíduos acabam sendo acometidos pela depressão. Isso porque quando se torna um agente nocivo à saúde, o fungo libera toxinas prejudiciais ao psicológico da pessoa infectada.

A doença compromete a vida sexual, uma vez que causa ardência e dor no contato íntimo, e a qualidade de vida, de modo geral.

Tratamento médico para a cura da candidíase recorrente

Assim como nos outros casos conhecidos de candidíase, quando é identificado um quadro de candidíase recorrente os médicos geralmente receitam remédios de uso oral ou tópicos. Como é o caso de comprimidos de antifúngicos e de pomadas.

Entre os mais receitados estão: Canditrat, Clotrimazol, Fluconazol, Icaden, Nistatina e Nitrato de Miconazol.

Atenção: o objetivo deste artigo é informar pessoas sobre como se livrarem dos incômodos sintomas provocados pela candidíase recorrente e jamais substituir a consulta médica. Por isso, nunca se automedique sem antes consultar um especialista como clínico geral, ginecologista, infectologista ou urologista.

Como tratar a candidíase com programa alimentar

Existem médicos infectologistas e nutricionistas que receitam um tratamento alternativo, somado ao uso de medicamentos para o combate à proliferação da Candida albicans.

Um programa alimentar para fortalecer o sistema imunológico e reduzir as condições favoráveis à reprodução do fungo. Em outras palavras, diminuir o consumo de açúcar encontrado em carboidratos e de gorduras, que são considerados alimentos para o germe oportunista.

Muitos especialistas consideram uma dieta com pouco açúcar e fermento como o meio mais eficaz para se combater a candidíase recorrente.

Mas também existem aqueles que receitam um programa alimentar em etapas, para desintoxicar o paciente. Todos, porém, tem um objetivo em comum: incluir na dieta ingredientes que alimentem bactérias para combater a proliferação do fungo.

São metodologias que utilizam substâncias corretas para cada fase do tratamento. O que ajuda a modificar a química do organismo e dificulta a sobrevivência do agente patogênico.

Isso sem falar que com o apoio de programas alimentares é possível restituir a flora intestinal, que fica desequilibrada a partir da reprodução desenfreada da Candida albicans. Contribui ainda para garantir a imunização do paciente com a alcalinidade do sangue. Condições que praticamente destroem a colônia do fungo no organismo.

Entenda melhor sobre as principais formas de tratamento para candidíase.

Como evitar o problema com a mudança de hábitos?

Além do uso correto de remédios prescritos pelo médico e da escolha do programa alimentar mais adequado, é preciso analisar também os hábitos da pessoa infectada.

Isso porque, uma solução que apresenta bastante eficácia para resolver o problema da recorrência da doença é identificar o que está facilitando a reprodução do fungo. Se isso for feito antes dos sintomas serem sentidos, maiores as chances da doença nem chegar a acontecer.

Veja algumas perguntas que podem ser feitas para um melhor entendimento sobre o caso:

  • Você está comendo alimentos ricos em açúcar ou em outros carboidratos e gorduras, em geral?
  • Sua higiene pessoal tem sido realizada todos os dias?
  • Tem usado antibióticos, anticoncepcionais, corticóides ou imunossupressores?
  • Tem consumido bebidas alcoólicas ou fumado frequentemente?
  • Teve alguma doença crônica como diabetes ou imunossupressora como lúpus?

Se a resposta for “não” para pelo menos uma das perguntas acima, é preciso rever seus hábitos alimentares e de vida. O consumo de antibióticos, por exemplo, só deve ser realizado sob orientação médica. E a higiene pessoal deve ser sempre mantida, diária.

Para prevenir a candidíase recorrente é necessário fortalecer o sistema imunológico. O que faz com que as colônias de bactérias boas (ou probióticos) aumentem e protejam o organismo contra a proliferação de outros microorganismos como o fungo Candida albicans.

Em muitos casos, pacientes culpam os médicos pelo ressurgimento da doença. É importante lembrar, no entanto, que existe uma série de fatores envolvidos para a reincidência da candidíase recorrente. E com o tratamento adequado e a mudança de simples hábitos, o problema pode ser definitivamente combatido com eficácia.

Tudo pronto para se prevenir contra a candidíase recorrente? Então, não esqueça de manter o corpo hidratado e também os exercícios físicos sempre em dia. Pequenas atitudes que ajudam a melhorar a imunidade do seu corpo e a proteger seu organismo de germes oportunistas como a Candida albicans.

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